Encoder incremental ou absoluto: posicionamento e velocidade
Compare os princípios de encoders incrementais e absolutos e entenda o impacto na referência de posição e na integração da máquina.
O que o encoder informa
Um encoder converte movimento em informação elétrica que pode ser utilizada para acompanhar posição ou velocidade. Ele precisa estar relacionado mecanicamente ao elemento que será monitorado. Folgas, acoplamento e relação de transmissão influenciam a correspondência entre o movimento real da máquina e a informação recebida pelo controlador.
A resolução indica o detalhamento disponível, mas não deve ser confundida com a precisão final do sistema. Montagem, processamento e características mecânicas também participam do resultado. Escolher apenas pela quantidade de pulsos ou de posições disponíveis pode deixar de considerar fatores decisivos para a aplicação.
Como o incremental acompanha o movimento
Um encoder incremental fornece sinais que permitem contar deslocamentos a partir de uma referência. Conforme sua configuração, canais defasados ajudam a identificar sentido e um sinal adicional pode indicar uma posição de referência. A automação precisa adquirir e interpretar esses sinais de maneira compatível com a velocidade de operação.
Depois de determinadas interrupções, o sistema pode precisar restabelecer sua referência, dependendo de como a contagem é preservada. O procedimento deve ser definido no projeto. Não é seguro presumir que o número mostrado no controlador continua representando a posição física após qualquer condição de parada ou perda de alimentação.
Como o absoluto identifica a posição
Um encoder absoluto fornece uma informação codificada de posição. Modelos de uma volta e de múltiplas voltas atendem a necessidades diferentes. A escolha depende do percurso e da forma como a máquina precisa reconhecer sua condição, inclusive na inicialização e após interrupções.
A interface deve ser compatível com o controlador: protocolos, dados transmitidos e forma de atualização variam entre produtos. Também é necessário entender os limites de cada modelo e como ele trata a informação de voltas. A palavra absoluto não elimina a necessidade de verificar montagem, parametrização e correspondência entre coordenadas do encoder e da máquina.
Critérios para selecionar e testar
Considere ambiente, rotação, esforço mecânico, interface e função desejada. A aquisição precisa atender ao movimento sem perder informações relevantes. Em aplicações de posicionamento, defina ainda o procedimento de referência, os limites de deslocamento e a relação entre contagens e unidade utilizada pelo operador.
No comissionamento, compare movimento físico, sentido e informação recebida. Verifique inicialização, parada e retomada nas condições previstas. Esses testes ajudam a reconhecer erros de escala ou de referência que podem parecer defeitos do sensor, mas estão relacionados à integração mecânica e à interpretação dos dados na automação.
Continue a leitura
Leitura técnica complementar
Quer acompanhar ar comprimido ou posicionamento de máquinas? Converse com a BTM sobre medição e integração ao controle.
Conversar sobre meu projeto